VÍDEO: Macaca-prego eletrocutada em Uberlândia estende a mão a veterinário durante tratamento: ‘Queria se sentir segura’

Macaco-prego que se feriu ao fugir de hospital pede mão de veterinário durante tratamento Após ser eletrocutada ao caminhar sobre um fio de energia no bairro...

VÍDEO: Macaca-prego eletrocutada em Uberlândia estende a mão a veterinário durante tratamento: ‘Queria se sentir segura’
VÍDEO: Macaca-prego eletrocutada em Uberlândia estende a mão a veterinário durante tratamento: ‘Queria se sentir segura’ (Foto: Reprodução)

Macaco-prego que se feriu ao fugir de hospital pede mão de veterinário durante tratamento Após ser eletrocutada ao caminhar sobre um fio de energia no bairro Umuarama, em Uberlândia, na última sexta-feira (8), uma cena registrada durante o atendimento à macaca-prego Urucum comoveu quem acompanhava o resgate. Ferida, a primata estendeu a mão a um veterinário. Veja acima. Foi a mão de Márcio Bandarra, veterinário-chefe do hospital, que retribuiu a busca por apoio e segurança do animal. Para o profissional, o momento vai além de uma cena comovente: ele revela marcas profundas do passado de maus-tratos sofridos pela macaca. “Esse macaco, em especial, tem um comportamento totalmente diferente. A Urucum tem mais de 10 marcas de projéteis de balas de chumbinho pelo corpo. Sempre que tem contato com os seres humanos, ela protege o pescoço. Isso revela que é um animal que está em constante busca por proteção, e é isso que ela fez ao segurar minha mão, queria se sentir segura”, explicou o profissional. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Macacos vieram de Santa Catarina Segundo o veterinário-chefe do HV-UFU, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizou, neste ano, uma operação em um criadouro de Santa Catarina para resgatar animais que viviam em situação de maus-tratos. Segundo o Ibama, os animais eram mantidos em espaços inadequados, sem estrutura compatível com os hábitos naturais da espécie, o que comprometia a movimentação deles. “O que podemos dizer é que esses animais eram manejados por meio do medo. Eram utilizados jatos de água e eles permaneciam em recintos sem condições adequadas para se movimentarem pelo ar. Muitos apresentavam ferimentos nos dedos, causados pelo contato constante e atrito com o chão. Além disso, havia comercialização desses animais e, pelo estado em que foram encontrados, ficou evidente que eram mantidos apenas para reprodução.” Após o resgate, o Ibama procurou instituições em diferentes regiões do Brasil que pudessem receber, cuidar e reabilitar os animais para, futuramente, devolvê-los à natureza. As tratativas que trouxeram cinco macacos-prego para Uberlândia começaram dia 1º de abril. Eles chegaram à cidade do Triângulo Mineiro no dia 8 do mesmo mês, um mês antes da fuga de Urucum. Falta de energia provocada por macaco que fugiu UFU diz que macaco-prego caminhando em fios provocou falta de energia em Uberlândia Desde que chegaram a Uberlândia, os macacos permanecem no HV-UFU, onde passam por exames. Segundo Bandarra, as fêmeas estão abaixo do peso e todos apresentam suspeita de diabetes. Além disso, devido aos maus-tratos sofridos no criadouro em Santa Catarina, os animais desenvolveram alterações comportamentais. Durante um desses exames, Urucum fugiu do hospital, caminhou sobre fios de energia e acabou sendo eletrocutada. Ela foi resgatada pelos veterinários e continua sendo acompanhada desde então. “Ainda não podemos dizer se ela ficar bem ou não, mas o estado dela é de risco”, ressaltou Bandarra. cemig uberlândia falta de energia macaco Reprodução/TV Integração LEIA TAMBÉM: 'O ambiente era um lixão': pitbulls em situação de maus-tratos são resgatados Homem é multado em R$ 60 mil por maus-tratos a papagaios Indústria de frango é interditada por maus-tratos aos animais Próximos passos Macaco passa por tratamento de energia após sofrer descarga elétrica Reprodução/TV Integração Urucum, Manacá, Copaíba, Baobá e Tarumã receberam nomes inspirados em árvores. Agora, o trabalho no HV-UFU é voltado à recuperação da confiança dos animais, que demonstram medo até mesmo durante a alimentação. Também há suspeita de consanguinidade entre eles. Os especialistas explicaram que esses animais vivem em bando e, devido às condições em que eram mantidos, acabaram desenvolvendo comportamentos mais agressivos e alterações psicológicas. Ainda não é possível determinar quando eles poderão ser devolvidos ao habitat natural. De acordo com a equipe, a soltura só acontecerá quando todo o grupo estiver recuperado e em condições adequadas de sobrevivência. VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas